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  • Ano de publicação: 2017 Edição: 2ª Volume: 15 Selo Editorial: Factum Editora ISBN: 978-85-995666-07-7 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$30,00 Autores: Ricardo Marcelo Fonseca é professor do Departamento de Direito Privado e do programa de pós-graduação em Direito da UFPR; graduado em Direito e bacharel e licenciado em História; especialista em Direito Contemporâneo; mestre e doutor em Direito pela UFPR; pós-doutor em História do Direito pela Università degli Studi di Firenze; diretor do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR entre 2008 e 2016; reitor eleito da UFPR para o mandato 2016-2020. Maurício Galeb é licenciado em História pela UFPR; bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba; mestre em Direito Empresarial e Cidadania pelo Centro Universitário Curitiba (Unicuritiba).   Do que se trata? “A greve de 1917 – e essa foi uma das conclusões a que chegamos quanto escrevemos esse trabalho – teve um papel importante, junto com outras lutas e outros movimentos, como a greve geral de 1919, para a implementação progressiva de direitos trabalhistas e previdenciários nas décadas seguintes, que culminaram com a Consolidação das Leis Trabalhistas, em 1943. A greve que agora completou 100 anos estava na cartografia da implementação de direitos e da inclusão de trabalhadores e trabalhadoras no mapa da cidadania daquela época, num país que ainda não considerava que os destinatários dos direitos e das proteções jurídicas poderiam ser aqueles que integram a parte mais frágil ou mais pobre da sociedade. A greve de 1917 – que custou sangue e vidas de tantos – foi interpretada por nós como uma etapa da luta pela posterior positivação e implementação de direitos, direitos que foram usufruídos pelos netos e bisnetos daqueles que levantaram barricadas nas ruas das cidades sublevadas. A implementação daquilo que se pode chamar de um arremedo de Estado social no Brasil (arremedo porque insuficiente na extensão e na generosidade de seus resultados, se comparados os países capitalistas do norte do mundo, embora extremamente mais avançado do que aquilo que se via no cenário da República Velha) se deve em grande medida a esses movimentos. Pode-se dizer, sobretudo no caso da legislação trabalhista, que direitos foram conquistados, e não meramente concedidos.” (Os autores, 2017)
  • Ano de publicação: 2017 Volume: 14 Selo Editorial: Factum Editora ISBN: 978-85-99566-05-3 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$25,00 Autor: Edméri Stadler Vasco é professora de História e escritora de conteúdos didáticos; mestre em História pela UFPR. Do que se trata? A formação da classe trabalhadora urbana em Curitiba no período da Primeira República é o tema central desse livro. Por meio da análise dos depoimentos de réus, vítimas e testemunhas nos processos criminais desse período histórico da Belle Époque a autora coletou elementos para o entendimento das experiências vividas por esses sujeitos no contexto da regulamentação do trabalho livre, no bojo do processe de modernização da capital paranaense. As fontes primárias selecionadas primorosamente fornecem indícios acerca das contradições entre essas experiências sociais compartilhadas pelos indivíduos que transgrediam a ordem e a lei e as ações das autoridades públicas que combatiam a desordem e o crime. Foi assim que se estabeleceu, como um dos principais mecanismos de luta social, a violência. Ela foi responsável por grande parte da resolução dos conflitos e tensões entre vítimas e agressores, entre trabalhadores e poder. Num país como o Brasil, construído sob o signo da escravidão, compreender a violência como núcleo dos conflitos sociais é um começo para a superação das dificuldades históricas que impedem a consolidação de uma sociedade justa e solidária.
  • Ano de publicação: 2015 Volume: 13 Selo Editorial: Factum Editora ISBN: 978-85-99566-04-6 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$25,00 Autores: Andrea de Alvarenga Lima é psicóloga clínica, graduada em História e Psicologia pela UFPR, especialista em Psicologia Analítica e Mestre em Psicologia Clínica (UFPR); Adriano Furtado Holanda é psicólogo, Mestre em Psicologia Clínica pela UnB, Doutor em Psicologia pela PUC-Campinas e professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFPR. “O trabalho aqui apresentado é, antes de tudo, uma clara fenomenologia da nossa história; pois o Bom Retiro compõe a história da sua própria cidade, além de representar a história de uma relação complexa, envolvendo o humano e a sociedade. Refiro-me aqui a uma fenomenologia de nossa história, pois ela nos fala de nossos próprios sentidos, de nossas representações, de nossas posições, de nossas reflexões ou irreflexões, de nossa humanidade e desumanidade.” (Do Prefácio, de autoria dos autores.)   Do que se trata? A história do Hospital Bom Retiro recuperada pelos autores demonstra claramente e com firmeza a importância dessa instituição de saúde para a cidade de Curitiba por meio dos entrelaçamentos de trajetórias e pontos de vista no tratamento ao doente mental ao longo de décadas, mas, ao mesmo tempo, deixa vislumbrar que o Hospital envelhecia naquela moldura erguida nos anos de 1940,e que era preciso movê-la para outra, mais adequada. Todavia, os autores não tem como objetivo contar essa mudança, da construção da sede própria, que se tornou referência na paisagem urbana de Curitiba, demolida no final de 2012, para outra, adequada aos novos parâmetros da saúde mental. O livro enquadra uma época da Psiquiatria, e a explica, no interesse em compreender a articulação entre essa área do conhecimento e a vivência da espiritualidade.
  • Ano de publicação: 2013 Volume: 12 Selo Editorial: Kafka ISBN: 978-85-61824-20-4 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$25,00 Autor: Luiz Andrioli, jornalista, escritor e Mestre em Literatura pela UFPR, é gerente da Escola Comunicação e Artes da PUC-PR. “Penso no quão difícil seria escrever uma biografia do mínimo. Retratar uma vida vivida entre poucas paredes, que não o impediu de criar um mundo chamado Curitiba. Imagino esse escritor recluso em sua casa; andando da cozinha até seu gabinete de trabalho; suas fotos de família em porta-retratos; as louças do casamento; o cheiro da casa mista de madeira e construção; o armário onde guarda as frutas que compra nos passeios até o mercado municipal; uma pequena estante com poucos livros; uma porta rangendo; seu pijama pendurado em um cabide antigo de madeira; os remédios postados no criado mudo; um bloco de anotações na penteadeira; o cheiro de naftalina que vem de uma gaveta; o barulho das teclas (usará computador?) enquanto escreve.” (Carta para um velho vampiro, de autoria de Luiz Andrioli.)   Do que se trata? Luiz Andrioli abre o livro com uma “Carta para um velho vampiro”, contando a Dalton Trevisan a importância da produção literária deste para a sua própria formação como escritor mais jovem. A carta nunca foi remetida ao destinatário, porém é a maneira como Andrioli se aproxima de um dos seus mestres inspiradores para analisar de que forma o silêncio do contista curitibano, que não concede entrevistas para a imprensa há décadas, é apropriado pela mídia. O jornalista e escritor Luiz Andrioli se vale de depoimentos de terceiros e outras pistas e conjecturas para dar conta do recado e fazer chegar ao público uma história com verossimilhança e, assim, compreender a apreensão jornalística da obra literária de Dalton Trevisan.
  • Ano de publicação: 2012 Volume: 11 Selo Editorial: Factum Editora ISBN: 978-85-99566-03-9 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$25,00 Autor: Vidal Antônio de Azevedo Costa é doutor em História pela UFPR, pesquisador na área de história urbana e memória institucional e escritor sobre modernidade cultural. “É um moderno que se relaciona com as novas máquinas e a forma pela qual elas alcançam pontos distantes, regiões afastadas, mundos diferentes, tempos separados pela perspectiva de olhares que se confrontam, ora no pacífico encontro da máquina com o observador, ora na colisão que se dá entre máquinas diversas, em meio aos conflitos entre indivíduos ou entre nações. Somos cautelosos e não aceitamos plenamente a ideia de progresso, facilmente absolvida quando se trata de revoluções trazidas pela era da máquina e questionada em relação ao campo do social – pois novas máquinas não engendraram, necessariamente, sociedades mais justas.” (Do Prefácio, de autoria da Professora Sênior da UFPR, a historiadora Ana Maria de Oliveira Burmester.) Do que se trata? Para o historiador Vidal Antônio de Azevedo Costa, o tema da guerra não é alvo direto dos seus questionamentos, mas é atingido por intermédio da representação que dela se fez na amplitude histórica tratada no livro, que insere no imaginário bélico local o conflito do Contestado ao lado das guerras travadas em solo norte-americano, de conflitos desencadeados no outro lado do Planeta e, finalmente, a Grande Guerra que abre o século XX, a Primeira Guerra Mundial. Nesse cenário, tão importante quanto, é a guerra fictícia de H. G. Wells, fundamental nessa análise para o manuseio das diversas temporalidades a partir da perspectiva dos observadores do passado, que mantinham uma distância espacial como posicionamento ideal. Para tanto, o exercício de compreender o impacto das narrações contemporâneas à distância é realizado pelo autor a partir da imaginação – sim, a dos que vivenciaram a presença intermediada da guerra e a do próprio historiador; entender a experiência dos curitibanos da belle-époque por meio da leitura do noticiário impresso para recompor algo tão volátil como a emoção e o medo.
  • Ano de publicação: 2010 Volume: 10 Selo Editorial: Factum Editora ISBN: 978-85-99566-02-2 Tamanho: 22 x 21 cm Preço: R$25,00 Autor: Jeferson Dantas Navolar é presidente do CAU/PR. Formou-se em Arquitetura na UFPR em 1983 e é Mestre na área de Conservação e Restauro pela UFBA (2006). “Os ‘pranchetistas’ tratavam o patrimônio arquitetônico e cultural como velharias indignas dos verdadeiros arquitetos; consideravam a atividade de preservação e restauro como falácia; viam leituras como empecilhos; [...]. Levando em conta tais antecedentes, qualquer livro a respeito da arquitetura de Curitiba é uma ofensa ao legado dos ‘pranchetistas’. Jeferson Navolar pode se orgulhar de ofender duplamente tal legado, pois este é um livro fundamental para a compreensão histórica da arquitetura produzida em Curitiba e das políticas da cidade para manter seus supostos monumentos”. (Do Prefácio, de autoria de Irã Taborda Dudeque, Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP e professor adjunto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.) Do que se trata? Com a edição do seu décimo título, a Coleção A CAPITAL traz ao público leitor um trabalho consistente do arquiteto Jeferson Dantas Navolar sobre a produção da arquitetura de Curitiba, sua preservação, conservação e restauro. Ações estas envoltas de maneira irresistível em polêmicas, como todo movimento político que disputa posições, e cuja análise ora disponível em formato de livro amplia essa discussão contenciosa e a arma de dados cuidadosamente pesquisados sobre as políticas públicas voltadas ao patrimônio edificado de Curitiba, colocando em foco a arquitetura daí resultante, a qual, por sua vez, faz engrenar a política patrimonial em suas faces de conservação e preservação.
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